Author Archives: Rui A.

o militante

O estranho conceito político de «militante» parece estar de regresso à gíria partidária, onde fez percurso no pós-25 de Abril. A ideia é, ou melhor, foi, mais ou menos esta: pessoas abnegadas, movidas pelo idealismo, desejosas de contribuírem para o desenvolvimento da cidade e para o bem-estar dos seus concidadãos, dedicam, desinteressadamente, parte substancial sua […]

o regressado

Paulo Portas recuperou hoje o seu pecúlio político, inadvertidamente legado, há dois anos atrás, a um regente em quem não depositava a mais pequena confiança. Castro, o regente, deixou-se frouxamente tratar como uma velha empregada doméstica de aldeia, e teve hoje o triste fim que a drª Nogueira Pinto há muitos meses lhe vaticinara. Amanhã […]

os virtuosos (2)

«Antes de termos empreendido a obra de reorganização nacional, uma só palavra (desordem) definia, em todos os domínios, a situação portuguesa.» (…)(…) «Desde logo, o funcionamento irregular dos poderes públicos – um pouco por causa e um pouco efeito de todas as outras desordens. Independentemente do valor dos homens e da rectidão das suas intenções, […]

os virtuosos

Entre as muito poucas «leis» universais da política, há uma que sobreleva: todas as ditaduras começam pelas mais pias intenções e têm por finalidade enunciada proteger os cidadãos que acabam por tiranizar. Não por acaso, a origem da magistratura, na Roma Clássica, era precisamente a de acorrer a uma situação excepcional, considerada de perigo extraordinário […]

quando visitar um país da união europeia

Prendam esta mulher.

liberdade de expressão

Instigar alguém à prática da violência, fazendo-o de forma séria e eficaz, é um tipo legal de crime em qualquer Estado de direito digno desse nome. Seja contra quem for e por quaisquer que sejam as razões. Se o crime resultar de um sentimento de ódio racial, de segregação sexual, ou de qualquer outro motivo […]

actualizações

PC.

cds

Os cansativos monólogos umbilicais de Paulo Portas e Ribeiro e Castro, acabados de passar no Canal 1, demonstram somente que a alternativa política ao governo de Sócrates terá que passar, mais uma vez, pelo PSD. Infelizmente.

lições ao mundo

«Há uns tempos, um cidadão brasileiro baleou dois polícias na Amadora. Tinha em sua posse um arsenal que fazia inveja às nossas polícias e militares.No Norte, una bandidos matam agente da PJ com rajadas de “Kalash”.As polícias apreendem uma média de 3000 armas/ano. A grande maioria ilegais.Consultando diariamente a imprensa nacional, constatamos que tiros, facadas, […]

italianização

Aníbal Cavaco Silva saiu diminuído do governo, sob ameaça de despedimento sem processo disciplinar do então Presidente da República. António Guterres fugiu do pântano, Barroso não findou a legislatura por vontade própria, e Santana Lopes, apoiado por uma maioria absoluta no Parlamento, foi despedido como uma velha empregada de servir. Quanto a José Sócrates, tanto […]

agregados

Uma coisa que sempre me fascinou nalguma sociologia são os agregados ou categorias sociológicas. Sobretudo quando se lhes atribui personalidade e intencionalidade, às vezes, quase vida humana. Por exemplo, os «americanos» ou a «sociedade americana». E, consequentemente, as responsabilidades que têm sobre as mais diversas coisas. A este respeito, Popper escreveu umas coisinhas. Muito recomendáveis, […]

armas e barões

A liberdade de uso e porte de arma nalguns estados norte-americanos é, sem dúvida, a grande responsável pelos actos de violência que frequentemente ocorrem nesse país. Felizmente que em Portugal não há nada disso. Nem armas clandestinas, nem legais, nem de caça. Um sossego.

nos eua a culpa não morre solteira

O massacre da Virginia Tech foi, como é óbvio, da responsabilidade directa da sociedade americana e da violência que nela se prega, Como é sabido desde há muito, no crime a culpa é sempre da sociedade e só acidentalmente do criminoso. Por esse motivo, é capaz de não ser despropositado começarmos a pensar porque é […]

desertificação

O «Fórum da TSF» de hoje debate o problema da desertificação do interior do país. As conclusões, embora desagradáveis, não se podem considerar surpreendentes: interior desertificado, concentração da população nas cidades do litoral, com macrocefalia galopante de Lisboa. As razões são, também, óbvias: as pessoas e as famílias estão onde existem emprego e melhores condições […]

constituições e direito comunitário

Este «post» do Gabriel revela a admiração que é comum perante um facto que não tem que admirar: o direito comunitário prevalece sobre o direito interno e não é susceptível de fiscalização constitucional. Pelo contrário, as normas constitucionais internas dos Estados-membros e dos países candidatos, são susceptíveis de aferição perante o direito comunitário. Dois exemplos […]

uma dúvida

O prof. Alberto Amaral, que está a dissertar no Prós-e-Contras sobre o ensino superior, é o mesmo prof. Alberto Amaral que há uns tempos assinou um parecer, a pedido do governo, sobre a abertura de novos cursos de Medicina em Portugal, onde sustentava a sua desnecessidade por saturação do mercado? Já agora, o mesmo mercado […]

pôr no são o prof. miranda

O prof. Jorge Miranda decidiu envergar, no seu artigo de hoje do «Público», umas vestes de ave de rapina, que tão bem lhe assentam, e investir sobre o ensino superior privado português. Isto, obviamente, para o ajudar a «pôr no são», ele que orgulhosamente ostenta o galardão de ter contribuído para a consagração da existência […]

milagres (da rosa)

Não creio que o melhor argumento em favor da tese do Pedro Arroja seja o de que nos ciclos anti-clericais da nossa história «o nível de vida em Portugal» se tenha deteriorado «progressivamente face à Europa». Fosse assim e teríamos de concluir pela convergência de Portugal com a Europa na III República, ou que o […]

actualizações

No Portugal Contemporâneo.

a ler

Tamagoschis.