A banca é deles

Em Portugal os negócios que importam são 'arranjinhos' e os mais procurados são com o Estado.
Genericamente, os nossos empresários detestam o risco e têm pavor em apostar sem ser pelo (muito) seguro.
O Estado, por seu turno, não se faz rogado – apoia, favorece e ampara, os fregueses disfarçados de empreendedores sujeitando-os ao seu poder paternal.
A maioria achou-se 'empresário' por via urinária e só rivalizam uns com os outros pelo duvidoso mérito das tonalidades das suas gravatas. São autênticos neo-socialistas travestidos de 'yuppies', sempre prontos a alienar a liberdade dos mercados em prol do agasalho estatal.
Escrevo a poucos minutos da Assembleia do BCP. E, ao ver os nomeados pelo Estado para serem eleitos pelos accionistas domesticados, recordo o dito de Filipe II no momento em que se preparava para invadir Portugal: "lo heredé, lo compré y lo conquisté".

Publicado ontem no Correio da Manhã
(http://www.correiomanha.pt/noticia.asp?id=273828&idselect=93&idCanal=93&p=200 )

CAA

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