A perversidade da "mediocracia"

Um tema muito pouco discutido e aqui abordado por Paulo Morais:

Por cá, sem concorrência e na ausência de regulação, temos o descontrolo total. A única empresa que mede audiências em Portugal, a Marktest, assume-se então como o verdadeiro regulador do sector, senão mesmo o seu patrono – situação anómala e ímpar no mundo civilizado. A forma como os dados são recolhidos é insondada e obscura. Desconhece-se o tipo de amostragem adoptado para a selecção dos lares em que são colocados os audímetros, supostamente representativos de toda a população portuguesa. Não há qualquer auditoria independente, ninguém garante a credibilidade do sistema. Neste cenário virtual (e surreal), o detentor do monopólio vai ao ponto de ser parceiro de negócios dos diversos órgãos de comunicação social. Ou seja, assume o papel ambíguo de fornecedor de serviços (nomeadamente sondagens) aos operadores que actuam no mercado que o mesmo presume regular. Com esta atitude, levanta suspeitas sobre si próprio e, como corolário, contribui para a total e completa descredibilização da audimetria.

Imprescindível a leitura de todo o artigo.

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