Tresanda a Estado *

O BCP teve graves problemas de gestão no último ano. Durante muito tempo as entidades com poder de fiscalização – CMVM e Banco de Portugal – preferiram fingir que tudo estava bem.
Aliás, a instituição ainda dirigida por Vítor Constâncio chegou a insistir que nada de anormal se passava, culpando os jornais.
Se uma entidade privada infringiu a lei deve ser punida. Se ofendeu a lógica da boa gestão, tem de ser o mercado a encontrar a solução.
Mas, em Portugal, não há mercado verdadeiramente livre porque os agentes privados dependem do Estado, ou seja do poder político e das suas ‘criadas de servir’, as entidades reguladoras. Só assim se compreende que tenham sido o Governo e Constâncio a ditar aos accionistas o pacote ‘Santos Ferreira + Armando Vara’. Este último, oscilando entre um Conde de Abranhos da pós-modernidade e um deprimente ‘case study’ deste regime.

* Publicado ontem no Correio da Manhã

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