Interesse público – II

Supostamente, a CGD é propriedade pública por dessa forma se defenderem interesses públicos. Tais interesses serão definidos em concreto pelo poder político. No caso, o ministro Teixeira dos Santos. Este entendeu que o presidente da CGD e mais dois dos seus administradores prosseguiriam o interesse público na administração do BCP. Se assim não fosse, exigiria que eles se mantivessem na CGD, ou no mínimo que não fossem para o seu principal concorrente.

Logo, quem afirma que houve interferência do poder político, sobre a capa de defesa do interesse público, tem razão. E os que a negam, negam igualmente aquilo em que acreditam: que o poder politico tem algum tipo de legitimidade para conformar os interesses económicos, ainda que privados. Socialistas e sociais-democratas, deveriam ser mais assumidos e defender isso mesmo: sim, o estado intervém no maior grupo privado nacional e é muito bem que o faça. Ao assumirem um estado de negação, parece que ou tem vergonha ou tem receio que a solução encontrada não venha a ter sucesso e apenas por estratégia apostam numa cautelosa dissimulação.

Agora, falar de actuação do mercado é ridículo.

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