Agenda liberal?

Liberalizar a legislação laboral, tirar o Estado do ambiente, das comunicações, dos transportes, dos portos , da prestação de serviços sociais, sintetizando com o desmantelamento do Estado em 6 meses, constitui um programa de acção totalmente inédito numa Europa paralizada por políticas e mentalidades estatizantes. Declarações de resto coerentes com o seu discurso de tomada de posse no último Congresso laranja, em que propôs uma nova Constituição, a melhor forma de enquadrar aquelas propostas “fracturantes”.

Das intenções à sua implementação vai porém uma enorme distância. No mesmo dia em que vieram a lume tão bombásticas declarações e antes de ter vociferado (de forma pertinente, diga-se) contra a “nacionalização” do BCP, a sua primeira reacção à “oficialização” de Santos Ferreira na presidência daquele foi… reivindicar a presidência da CGD para Cadilhe, na linha do mais puro espírito controleiro e de partilha de poder do grande centrão.

Seria bem mais coerente com o desmantelamento do Estado que diz defender, propôr desde já a privatização da Caixa Geral de Depósitos. Mas não se pode esperar muito de quem vive obcecado pelo culto da imagem, ainda por cima com guião francófilo.

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