Vocações

Armando Vara é um dos homens do momento. Uma vocação perdida para a filosofia (que deixou de cursar a meio) evoluiu para a mais alta gestão bancária e financeira. Sem MBA’s, nem graus académicos de economia ou de gestão reconhecidos na área (ou fora dela), consegue, desde 2005, um invejável curriculum vitae na banca: depois do (inesperado) lugar de adminsitrador da Caixa Geral de Depósitos, vai desempenhar funções análogas no Millennium BCP. ###

Ou seja, Vara conseguiu passar, assim, pela administração dos dois maiores grupos bancários nacionais, um público (o Banco anacronicamente do Estado) e outro aparentemente privado (aparentemente, porque a preocupação e a intervenção de algumas figuras de proa do Estado, relativamente a este grupo, talvez seja, de facto, um pouco excessiva ).

Pelo meio, na qualidade de representante dos interesses do Estado, via Caixa, na PT, lá inviabilizou a “desblindagem” dos estatutos e a projectada OPA da Sonae, sobre este gigante português da telecomunicações… Tudo isto em pouco mais de dois anos.

Poucos (ou nenhuns) banqueiros há, entre nós, que tenham conseguido atingir um curriculum e uma experiência deste nível. O próximo passo?… Bem, o próximo passo de Vara, mantendo, assim e naturalmente, esta evolução, só poderá ser um: Presidente do Banco de Portugal

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