Sem desculpar *

Pacheco Pereira falou do Porto, das suas personagens, dos seus crimes, das suas conivências políticas e policiais.
Citou casos.
Desde o ‘Eu, Carolina’ até às agressões a jornalistas quase sempre impunes. Indicou o elemento comum: o ‘meio’ do futebol, insinuando que a questão se centra no FC Porto.
A tese está mal fundamentada. Todos os vícios que nomeia, sobretudo o da inacção da Justiça, acontecem numa enorme variedade de situações, com futebol ou sem ele. Depois, o facto de alguns criminosos serem adeptos do FCP, à partida, não é indício bastante – como alguém dizia num blogue, “quase que aposto que mais de 80% dos criminosos do Porto são do FCP. Assim como mais de 80% dos médicos, dos juízes, dos estudantes e dos operários da construção civil”.

Claro que seria útil uma total demarcação daquela gente. Mas o que nunca aceitarei é que o meu clube seja ‘aquela gente’.

* Publicado ontem no Correio da Manhã

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