Um prémio para o status quo

O governo teve a ideia de atribuir prémios aos melhores professores. Era um risco. Afinal, o ensino é uma actividade descentralizada em que ninguém em particular está em condições de fazer comparações entre professores diferentes. Mas tudo correu pelo melhor. O vencedor não poderia ser mais representativo da educação nacional e do status quo. É membro da Sociedade Portuguesa de Matemática, participou na revisão dos programas de Matemática, desde 1995, foi dirigente do Sindicato dos Professores da Região Centro (da Fenprof) e é actualmente activista do Sindicato dos Professores do Norte. Digamos que o prémio ficou em casa.

Nota: como é mais ou menos evidente, um professor só conseguirá a atenção de um juri sedeado em Lisboa se tiver o número de ligações certas, incluindo as políticas.

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