Último Elo

Está bem, vamos lá à 5ª linha da página 161. E nem sequer tenho que olhar em volta para escolher o livro que fica melhor nesta montra. Para este quarto de hotel, no fim da Europa, início da Avrupa, entre contratos, relatórios e outros papéis, só me acompanhou um livro, O Meu Nome É Vermelho, de Orham Pamuk. Diz assim a parte requerida:

“Há vários anos, na véspera da nossa Páscoa. correu o rumor de que um jovem grego lá da cidade desapareceu no bairro judeu, que o tinham raptado para o estrangularem e fazerem pão ázimo com o seu sangue.”

E, para não quebrar a bela cadeia, passo-a ao meu ex-colega blasfemo Pedro Arroja (consta que foi o Pedro que espalhou o rumor sobre o grego), à culta e sofisticada Zazie, ao “kill kill kill kill the jew” Euroliberal, ao blogger Luis Filipe Menezes (neste caso pede-se a quinta linha do artigo da wikipedia sobre o autor) e ao Anderson Polga.

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