Agora percebe-se a guerra das capelanias

O cardeal patriarca de Lisboa, D. José Policarpo, pediu esta quarta-feira ao Estado para que reconheça a Igreja pelo serviço que presta no campo da intervenção social, educação, comunicação e cultura, escreve a Lusa. «… Não pedimos ao Estado que nos proteja mas que nos reconheça no serviço que prestamos e que integra a nossa missão explicitamente espiritual», disse D. José Policarpo numa conferência que decorreu no Centro Cultural de Belém, em Lisboa. (…) O cardeal patriarca de Lisboa sublinhou que a «Igreja é, a seguir ao Estado, a estrutura mais organizada e presente em toda a sociedade». O cardeal adiantou que a estrutura organizativa da Igreja «é ampla» e engloba, além da sua «organização religiosa, as instituições de serviço à sociedade, no campo da intervenção social, da educação, da comunicação e da cultura». Os serviços que a Igreja presta põem «em realce a natureza» da sua missão na sociedade(…)»”.

Agora tudo fica mais claro: a estranhíssima birra da igreja católica acerca das capelanias era um sério aviso ao Governo. Que, segundo algumas notícias, se preparava para diminuir os subsídios públicos às IPSS. O que está em causa, afinal, é a manutenção do apoio estatal às IPSS. Ou seja, muitos e muitos milhões de euros, de dinheiro público para as organizações da igreja, esmagadoramente.
O meu juízo estava incompleto – não é só política; também é uma negociação de contas. Que todos pagamos.

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