A "inteligência" indispensável aos portugueses

O Município de Pombal queria construir um cemitério. Algumas pessoas discordavam. Recorreram ao tribunal administrativo através de uma acção popular. Este não deu provimento ao pedido. Até aqui tudo bem, o Estado de Direito funcionou.
Mas, agora, a autarquia de Pombal resolveu seguir uma linha de conduta que faz lembrar alguns tiques do actual Governo ou o estilo persecutório em que Rui Rio se está a especializar (ver Editorial do Público de hoje, da autoria de Manuel Carvalho) – o presidente da câmara de Pombal ameaça os cidadãos que subscreveram a acção popular com pedidos de indemnização. E avisa: «Confrontado com a hipótese dos autores da acção popular virem a recorrer da sentença, Narciso Mota é peremptório: “se recorrerem ainda pode ser mais gravosa a sua responsabilização” acrescentando que “se tiverem o mínimo de inteligência não recorrem». Curiosamente, o autarca refere que os cidadãos que se manifestaram contra a decisão da Câmara (“Existem fotografias e todos estão devidamente identificados“) deram uma má imagem do concelho.
Para mim, quem está a dar a pior imagem possível de Pombal e do poder local em geral é precisamente o seu presidente da câmara. E por isso deveria ser responsabilizado – social e democraticamente.

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