Al Gore, voluntarismo e a tragédia dos comuns

Uma das principais críticas dos ambientalistas à sociedade capitalistas é a crítica ao consumismo. Eles acreditam que o presente nível de consumo é insustentável e que a única solução passa por restrições draconianas que alterariam por completo a forma de vida nos países ocidentais. E de facto, a única solução possível para muitas das restrições que os ambientalistas colocam é uma espécie de sociedade “Steam Punk”. Esta filosofia é acompanhada de uma crítica moralista aos que mais consomem e de apelos à redução voluntária do consumo. Ora, neste último aspecto, Al Gore não é excepção, tendo mesmo utilizado o seu “documentário” para sugerir comportamentos ambientalmente correctos. É por isso extremamente relevante o facto de o próprio Al Gore não fazer o que recomenda, porque isso por sí só demonstra que as suas ideias sobre ambiente estão erradas. Os problemas ambientais são problemas de tragédia dos comuns pelo que o voluntarismo, seja ele individual ou nacional, não funciona. A prova que não funciona é que nem os EUA aderem a Quioto, nem o Al Gore se abstém de poluir.

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