Discutiu-se a Ota

A frase da noite, paradigmática, pertenceu a Fonseca Ferreira, presidente da CCDR de Lisboa:

Neste país, cada vez que se fala de uma grande obra, ficam quase todos contra…

É isso que move todos aqueles engenheiros: uma grande obra. Até José Manuel Viegas, que há um ano defendia a Portela + 1, agora opta pela “cidade aeroportuária”.

De resto, para além das discussões sobre estacas e brita e da necessidade imperiosa de disputar o hub ibérico a Madrid, muitos auto-elogios de uma corporação que se julga capaz de construir todas as maravilhas do mundo. Não há obstáculo que não se transponha. À custa de milhões, claro, sempre referidos com uma ligeireza arrepiante.

A unanimidade alarmista: o tempo urge e já se perderam 30 anos, como lamentou o bastonário. É que a Portela rebentará em breve pelas costuras e, no mínimo, o país irá paralisar. Realmente, já no tempo de Marcelo Caetano se ouviram os primeiros alertas sobre a eminente saturação do aeroporto…

Uma decisão política que dependa do parecer daqueles tecnocratas, será sempre caríssima e potencialmente ruinosa. É preferível que nunca se tome.

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