A direita, a educação e a autoridade VI

As acusações de falta de autoridade no ensino são curiosas se tivermos em conta que muitos dos críticos têm o sistema de ensino do Estado Novo como modelo. É que o actual sistema de ensino tem uma estrutura piramidal herdada do Estado Novo. Actualmente os Conselhos Executivos das escolas não têm programa próprio, limitam-se a executar as directivas do Ministério. Os professores, conselhos executivos e direcções regionais não têm poder de inciativa. Estão sujeitos às ordens da hierarquia. É este sistema que permite, por exemplo, que a actual Ministra da Educação consiga que as suas ordens ilegais sejam cumpridas. Já o conseguiu em 2 casos: na questão das aulas de substituição e no caso dos exames de física e de química em 2006. Neste último caso o secretário de estado Valter Lemos ordenou a suspensão de uma lei através de um mero despacho interno e foi abedecido pelas escolas. Creio que isto mostra que o Ministério da Educação tem imensa “autoridade”, ou não? O secretário de estado Valter Lemos tem tanta autoridade que até está acima da Lei. Ou será que tem apenas “poder” e o problema está na forma como o usa? Ou se calhar aquilo que o sistema precisa é de menos autoritarismo e não de mais. Escolas e professores mais autónomos e com poder de iniciativa, quem sabe … Pessoas e instituições capazes de desobedecer ao arbítrio, alguém acha que é necessário? Essencial para a manutenção da Liberdade?

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