Intervenção e primeiras reacções

O discurso de Portas foi curto. Acanhado no conteúdo.
A pose foi demasiado igual. Previsível, a tresandar a dejà vu.
A tese das “directas já” pareceu muito esperta mas pouco inteligente.

A reacção de Mota Campos (na RTPN) e de Martim Borges de Freitas (na SIC-N) foi dura.
Responderam-lhe à letra.
Lembraram a deserção de há 2 anos.
Acenaram com os estatutos e a legitimidade reforçada da actual presidência.
Com ar compungido, afirmaram que Portas estava a ser “pressionado” pelo seu bando.
Agitaram com o divisionismo patente na véspera de dois confrontos eleitorais (Madeira e Lisboa).
Exibiram vontade de ir à luta em Congresso extraordinário.

Quem esperava um passeio em tapete encarnado até à presidência talvez se venha a desiludir – aqueles que lá estão vão vender cara a eventual derrota. E nem sempre quem ganha internamente é quem fica com menos perder.

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