Na minha opinião

“A que se deve o crescimento económico do Estado Novo?”
(Mário Almeida, comentário ao post Ainda o Estado Novo)
Na minha opinião, os factores principais foram os seguintes:
1. O Estado como exemplo de pessoa de bem nas suas relações económicas e contratuais.
2. Em parte como resultado deste exemplo, uma cultura prevalecente na sociedade em que o cumprimento dos contratos (por vezes baseados na mera palavra dada) e, geralmente de todos os compromissos, se tornava uma questão de honra pessoal.
3. Funcionamento exemplar das instituições do Estado, como a justiça e a administração fiscal.
4. Elevado sentido de Estado por parte das pessoas que serviam o Estado quer nos postos da governação quer nos principais postos da administração pública. Tratava-se, em geral, de pessoas com elevado espírito público, que visavam servir o Estado e a comunidade, e não servirem-se do Estado e da comunidade – e que frequentemente o faziam com sacrifício dos seus próprios interesses pessoais.
5. Padrões muito elevados no sistema de educação.
6. Pequenez do Estado em termos económicos, deixando uma ampla margem de liberdade à iniciativa privada. (Em 1973, o peso do Estado na economia, medido pela percentagem da despesa pública no PIB era de 23%; actualmente, cerca de 50%).
7. Proibição de défices orçamentais, isto é, proibição de o Estado gastar acima das suas receitas. (A Constituição de 1933 consagrava o princípio do equilíbrio orçamental).
8. Gestão muito criteriosa e respeitosa dos dinheiros públicos. (Não são conhecidos casos graves de nepotismo durante o Estado Novo ou de má utilização dos dinheiros públicos, menos ainda da sua utilização para benefício próprio)
9. Grande abertura da economia ao exterior.
10. Baixo nível de fiscalidade (cerca de 23% do PIB em 1973; actualmente: perto de 50%).

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