O cidadão como objecto do experimentalismo social:

«[As provas de aferição do 4º e 6º ano] já foram universais, já foram por amostra, já foram anónimas e deixaram de o ser. Desde que foram criadas, em 2000, foram muitas as alterações feitas nas provas de aferição de matemática e língua portuguesa no ensino básico e este ano não será excepção: no final de maio, todos os alunos do 4.º e 6.º anos, e não uma amostra, vão fazer os testes que, apesar de serem classificados, não contam para a nota final dos estudantes.».
(no Público)

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«as provas de aferição não foram concebidas para avaliar individualmente os alunos mas para ajudar professores, escolas e administração educativa a perceber se e quais as competências que estavam a ser adquiridas no final de cada ciclo do básico. por isso, nos últimos anos, o ministério da educação (me) tem optado por manter o método da amostragem.» (…)

«desta vez, o ME define regras mais precisas e diz que as provas têm de ser feitas por todos os alunos do 4.º e 6.º anos, nas escolas públicas e privadas. E que continuam a ser assinadas mas classificadas anonimamente e devolvidas aos estabelecimentos de ensino, para que os resultados dos alunos sejam publicitados. Depois, cada escola terá de enviar à respectiva direcção regional de educação um relatório com a análise do desempenho dos alunos e um plano de acção que inclua as medidas a adoptar, calendarização, resultados a atingir em cada disciplina e recursos necessários.

O despacho também pede a indicação dos alunos que devem ser “objecto das medidas enunciadas no despacho normativo nº 50/2005”, que estabeleceu a obrigatoriedade de as escolas definirem planos de recuperação para os que têm mais dificuldades. Este mesmo diploma, publicado em 2006, é, no entanto, revogado pelo despacho publicado ontem.»

Confuso? Contraditório? Inútil? Abusivo? Ou simplesmente idiota?

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