Consequências políticas da resposta

NÃO SIM
Penalização no papel. Manter-se-á a lei actual. O líder da maioria parlmantar já recusou qualquer alteração à lei em caso de vitória do NÃO. Deixará de ser penalizado até às dez semanas. Provavelmente, e a ter em conta as posições que já vieram a público de vários dirigentes socialistas, a pena entre as 10 e as 16 semanas será reduzida.
Mulheres em julgamento Na ordem de um caso por cada 20 mil abortos Só em casos de aborto após as 10 semanas.
Mulheres condenadas Algumas condenações a pena suspensa Provavelmente nenhuma

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NÃO SIM
Mulheres presas Tendencialmente nenhuma Nenhuma até às 16 semanas. Provavelmente nenhuma após as 16 semanas.
Pessoal médico a julgamento Na ordem de um caso por cada 20 mil abortos Provavelmente o aborto ilegal deixará de ser rentável.
Aborto a pedido no SNS Nenhum. De acordo com as declarações do ministro da Saúde, o Serviço Nacional de Saúde passará a realizar abortos a pedido da mulher, desde que estes se realizem até às 10 semanas.
Clínicas privadas Só os casos previstos na lei actual. De acordo com as estatísticas mais citadas, as clínicas privadas terão um mercado potencial de 20 mil abortos por ano.
Comissões de ética Os casos permitidos na lei continuarão sujeitos à burocracia habitual. Até às 10 semanas todos os abortos serão facilitados, incluindo os que hoje têm que ultrapassar obstáculos burocráticos.
Apoio à mulher, educação sexual, combate ao aborto Wishful thinking Wishful thinking
Número total de abortos Seguirá a tendência actual A curto prazo, a redução dos obstáculos ao aborto poderá gerar um desvio para cima da tendência actual. O efeito de redução de abortos da legalização é wishful thinking. A longo prazo o efeito é imprevisível.
Problemas para a saúde da mulher Continuação da situação actual. Cerca de 20 mil abortos clandestinos deverão causar dezenas ou centenas de casos de problemas de saúde evitáveis. Redução do número de casos.
Efeitos políticos O aborto continuará a ser uma arma da esquerda. Vitória da esquerda, em especial da extrema esquerda.
A “vida” passará a ser uma arma da direita. Grupos religiosos vão participar mais na política.
Efeito demográfico Seguirá a tendência actual A curto prazo, pouco relevante. A longo prazo, imprevisível. Possíveis alterações da demografia política.
Efeitos culturais Mantém-se a situação actual. Vitoria cultural da esquerda e da extrema esquerda.
Oficialização de teses relativistas, o que poderá gerar um movimento de adesão, de rejeição ou ambos. Aumento da polarização da sociedade à volta de pontos de vista opostos.
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