Scolarizando.

A pouco mais de 2 meses do início do “Euro 2004”, os sinais de preocupação adensam-se relativamente à nossa selecção!

Já não se fala, sequer, daquilo que, para um número significativo de “treinadores de bancada”, poderão ser “erros de casting” (com ou sem teimosias do seleccionador)! Sem embargo, o problema é sobretudo a inexistência daquilo que os comentadores costumam chamar “fio de jogo”, a notória falta de articulação entre os sectores e a não existência, sob o ponto de vista táctico, de uma verdadeira “equipa”. … Sim, porque uma equipa a sério, independentemente de quem jogue (a não ser quando há erros notórios…. não é Ricardo?!), sabe reagir tacticamente ás vicissitudes do jogo, mesmo que o treinador nada diga.

Claro que ainda falta tempo e, antes do “Europeu”, haverá uma concentração dos seleccionados durante 20 dias. Aí, muita (??) coisa pode suceder e, em teoria, este grupo de jogadores poderá evoluir para o estádio seguinte, ou seja, poderá ganhar “automatismos” (outra expressão muito querida aos analistas da bola), transformando-se, então, em verdadeira equipa…

Só que há aqui alguns “pauzinhos na engrenagem” que motivam preocupações – e isto, apesar de o percurso de Scolari à frente do Brasil, no último “Mundial”, ter tido alguns pontos em comum (pelo menos, nos resultados, na polémica e nas escolhas bizarras) com aquele que agora está a seguir a nossa selecção.

Quais são tais motivos de preocupação que tornam desrazoável a ideia (seria confortante…) de que “com o Brasil foi a mesma coisa e depois, foram campões do mundo”?

1º – O estado dos jogadores mais influentes (ou que o deveriam ser) será, provavelmente, deplorável. Estarão em final de época e, para algumas equipas fornecedoras de jogadores à selacção nacional, tal época terá sido, na alta roda internacional, desgastante (F. C. Porto, Real de Madrid, D. Coruña, designadamente).

2º – Não poderemos, pelo menos á partida, contar com os providenciais erros de arbitragens como, no último “Mundial”, o Brasil contou (v.g., aquele vergonhoso Turquia-Brasil, entre outros).

E, apesar de na imprensa não se falar muito, muito, muito disso, os “erros de casting” permanecem, desgastando a selecção, o treinador e mesmo alguns jogadores (a questão problemática – como ainda no recente Portugal – Itália se pode verificar!! – dos guarda-redes; o “mistério” Ricardo Carvalho, entre outros….)

Enfin, “navegar é preciso”….lá pensará Scolari….muita esperança também, pensamos nós!

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