Os trabalhos de Seguro

António José Seguro substitui hoje António Costa na liderança do “grupo parlamentar do PS”. Entre aspas, já que Tozé Seguro vai ter uma árdua tarefa, a julgar por aquilo que parecem ser piadas antecipadas do 1.º de Abril.

Leio, no mesmo dia:

«A tarefa de diligenciar a obtenção daquele regime de excepção está a cargo dos deputados leirienses Paulo Baptista (PSD), Osvaldo Castro (PS) e Isabel Gonçalves (PP), que deverão entregar dentro em breve uma proposta nesse sentido à Assembleia da República.» (ver a posta continuidades mais abaixo).

e

«O PS admite vir a anular o processo de descentralização em curso, assim que regressar ao poder. No Fórum TSF desta quarta-feira, o deputado Ascenso Simões sublinhou que a prioridade socialista vai para a descentralização.»

Que a “Lei da Descentralização”, aprovada pela coligação governamental, apresentava um inultrapassável problema de raiz – a “auto-organização dos concelhos” – já se sabia. Que o PS queira, ao mesmo tempo, alterar a lei (acompanhado de deputados de outros partidos, é certo), para a fazer tocar o completo absurdo e, ao mesmo tempo, revogá-la, sem mais, mal chegue ao poder é que me parece uma anedota maior do que a ideia da “continuidade marítima”.

Por este andar, um dia destes, um qualquer concelho costeiro do continente, esquecido na arrumação das AM’s e COMURB’s, vai tentar obter um “estatuto de excepção” para se juntar à RA da Madeira ou à RA dos Açores, alegando a “continuidade marítima”, com a vantagem de passar a ser considerado uma região “ultra-periférica”.

Pensando melhor, porque não?

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